sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Pensando ao tom do Salmo 23




Pensando ao tom do Salmo 23

O Senhor, o meu pastor, não falta. Ele não falta!

Ainda que as trevas me atormentem; ainda que as aflições roubem minha paz; não ficarei desamparado, não temerei. Antes lembrarei que o Senhor, o meu pastor, não falta. Ele não falta!

Ele sempre está presente. A cada alvorada as minhas forças são renovadas.

Bondade e misericórdia dão o tom à minha caminhada.

E quando a finitude chegar, tranqüilo e feliz em sua casa ei de habitar.

Ele, o Senhor, o meu pastor, não falta. Ele nunca falta!

sábado, 11 de outubro de 2014

O tempo é agora!


Só um lembrete ...

'A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio. 
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.
Desta forma, eu digo: Não deixe de fazer algo que gosta, devido à falta de tempo, pois a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais.' 

Mário Quintana

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Esse lindo texto, nos remete à passagem bíblica de Eclesiastes 3, onde lemos que à tempo para todas as coisas debaixo do céu...
O tempo só passa definitivamente, só acaba quando nos chega a finitude, quando morremos... Mas quem aqui sabe quando vai morrer? Se hoje, amanhã ou daqui a 10, 20, 30... 100 anos, quem sabe? Só Deus!
Aproveite seu tempo agora, a vida passa tão rápido, que enquanto piscamos e olhamos pro lado, percebemos que aquele bebê de colo que vimos a poucos dias agora já é um(a) jovem promissor indo pra escola, pra faculdade, casando e a vida vai seguindo seu curso...
Vai ficar ai parado? Tá esperando o que? Vamos, se mecha, ainda dá tempo de fazer aquele curso, aquela viagem, aquele projeto dos sonhos. Aliás, disse um grande amigo a poucos dias, quem sonha é porque está dormindo, então vamos acordar que já é hora de por em prática os nossos sonhos e de tirar do papel aquele projeto. Vamos!
O momento é hoje! Ontem, já foi! O amanhã, pertence a Deus!
Vamos aproveitar o PRESENTE, o presente divino para nós, vamos viver a vida HOJE!
Que Deus nos abençoe. Que Ele nos guarde e proteja e que nos dê a PAZ!

quarta-feira, 24 de julho de 2013

5 Razões para não tocar (tentar) igual ao CD (de Steven Reed)!

5 Razões para não tocar igual ao CD (só cinco)!


Enquanto conduzíamos sessões de treinamento pelos EUA e pelo mundo, descobrimos que o único objetivo musical da maioria dos grupos de louvor é poder tocar uma canção igual ao CD. Apesar de haver muitas coisas que podem ser extraídas do CD para ajudar a liderar a congregação, há também um número igual de coisas que devem ser deixadas no seu microsystem.  Aqui vão 5 razões para se ter em mente enquanto estiver preparando música nova:

CDs são para os CD players

Cada canção de um CD deve ter seu momento de se sobressair em relação às outras e deve corresponder aos limites de tempo por questões radiofônicas. Introduções musicais pegajosas, solos incríveis de guitarra e outros arranjos bem orquestrados soam muito bem em um álbum. Contudo, quando seu objetivo é motivar pessoas a adorar com você, essas seções instrumentais geralmente transformam participantes motivados em espectadores simplesmente pelo fato de que a congregação deve espera-lo terminar de tocar para que possa participar. Quando se calcula quanto tempo é gasto em introduções, solos e outros detalhes, podemos chegar à conclusão de que acabam tomando alguns minutos consideráveis por canção – ao considerarmos todas as canções separadas para aquele culto, é muito tempo sendo gasto em algo que está trabalhando contra você mesmo.

Você é você

A maioria dos grupos de louvor não possuem quatro guitarristas, dois tecladistas e dois vocalistas, como podemos notar nos CDs. A maioria dos grupos possui um músico para cada instrumento e muitos vocalistas, e não é assim que os CDs são gravados. Quando um único guitarrista tenta cobrir quatro partes diferentes de guitarra e oito vozes tentam cantar duas partes, acontece um caos sonoro. Muitas igrejas estão tentando com todas as forças soar como outro ministério toda semana em vez de simplesmente soarem como de fato são.

Você não é perfeito e nem eles

CDs devem resistir o teste do tempo – são ouvidos muitas e muitas vezes por anos e anos e, portanto, as gravações são feitas para serem perfeitas. Através do uso de computadores a bateria é ajustada no beatperfeitamente, os vocais são meticulosamente afinados e as partes da música são tocadas repetidas vezes até que estejam corretas – até mesmo CDs ao vivo são consertados e melhorados após a performance. Existem tantos ajustes sendo feitos que as pessoas às quais você supostamente escuta ficam até impossibilitadas de reproduzir a gravação por conta própria. Pequenos deslizes humanos no tempo podem e frequentemente contribuem para uma grande confusão sonora quando você está tentando reproduzir as partes rítmicas muito complicadas, melhoradas digitalmente, que só soam bem no CD. Selecione partes que funcionam para humanos ao invés de máquinas.

As ferramentas não são as mesmas

As gravações são meticulosamente mixadas por engenheiros de som profissionais, por um longo tempo e com muitas revisões. Além disso, esses engenheiros possuem ferramentas à sua disposição que não funcionam para um set ao vivo. Numa gravação, os instrumentos podem ser colocados à esquerda ou à direita para adicionar clareza. Se essa mesma prática ocorrer num auditório, aqueles instrumentos colocados do lado esquerdo iriam soar completamente diferente daqueles colocados à direita. O método de equalização de um CD é feito “picotando” o som de cada instrumento para adicionar clareza e os ajustes são todos feitos apenas para aquela canção. Esse método não funciona numa apresentação ao vivo porque os cultos contêm múltiplas canções com instrumentações variáveis que demandam uma equalização constante. O resultado é que, se você tentar tocar as partes que ficaram incríveis no CD, elas apenas soarão confusas porque no CD muita coisa foi feita posteriormente para adicionar clareza.

Ornamentado para impressionar

Grupos e/ou indivíduos não são escolhidos pelos selos das gravadoras porque são os melhores em levar as pessoas à presença de Deus – são escolhidos porque vendem muitos CDs. É uma verdade inconveniente da indústria da música cristã, mas é algo que você tem que ter em mente porque os CDs são feitos para impressionar você. Eles geralmente usam partes instrumentais chamativas e letras que não fazem sentido e que soam impressionantes, mas quando a igreja tenta reproduzir um CD que, em primeiro lugar, nunca foi pensado para ser tocado ao vivo, as músicas acabam acontecendo como performance com o propósito da performance – o que pode até funcionar bem para um momento de devocional pessoal, mas perde um pouco de autenticidade no âmbito congregacional.
CDs de adoração podem ser uma ótima ferramenta, mas precisamos saber nossas metas e objetivos para nosso culto quando olhamos o que usar dos CDs. Queremos música de fundo ao dar boas-vindas às pessoas ou ao encorajá-las? Então toque o tanto de introduções que ache necessário para alcançar seu objetivo – não faça apenas porque está no CD. A parte instrumental leva as pessoas a um lugar mais elevado de adoração? Se sim, então definitivamente toque-a; mas se não, então corte-a. É a única parte da música que quando tocada a congregação parece participar da ponte? Então talvez faça só essa parte.
Use a música como uma ferramenta para liderar as pessoas juntamente com sua equipe. O engraçado é que, se você for bem sucedido em levar as pessoas à presença de Deus, ninguém se preocupará com a maneira como ela soará.


Texto original de "Steven Reed".
Traduzido por "José Ruy P. de Castro".

quarta-feira, 19 de junho de 2013

A música na igreja
Fiquei um tempão sem postar nada... Consequentemente, já faz algum tempo, ensaiava um retorno mas faltava um texto legal pra marcar essa volta... Agora, pretendo (tentar) escrever algo pelo menos 1 vez por semana... Vamos ao texto...

Meu pastor e amigo, Davi Freitas de Carvalho, deu-me a doce missão de escrever um texto para o editorial do boletim dominical de nossa igreja, pois nesse mês, estamos falando sobre os ministérios e meu texto (óbvio) deveria falar sobre a música... Então, ei-lo:

A música na igreja



Ao pensar "música", sobretudo no ambiente eclesiástico, duas perguntas básicas emergem: Qual a importância da música na Igreja? E, qual a sua finalidade? Nesse pequeno texto, apresentaremos algumas reflexões sobre essa temática para, assim, trazer importante esclarecimento para nós, músicos cristãos.

Qual a importância da música na igreja (no culto)?

Deus nos criou para o Seu louvor, por isso a música torna-se importante no culto: é uma das mais lindas formas de exaltar a Deus. Por Sua Palavra, como em tudo em nossa vida cristã, devemos nortear nossos pensamentos e ações. 

Então, vejamos o que a Bíblia diz:

O maior livro da Bíblia, Salmos, é na verdade um livro de cânticos, uma coletânea de hinos escritos em sua maioria por Davi e era conhecido entre os judeus, segundo Charles C. Ryrie, como "O livro dos louvores". Era na verdade o hinário do povo judeu. Um desses salmos, o de número 150, diz assim:

Louvai ao SENHOR. Louvai a Deus no seu santuário; louvai-o no firmamento do seu poder.
Louvai-o pelos seus atos poderosos; louvai-o conforme a excelência da sua grandeza.
Louvai-o com o som de trombeta; louvai-o com o saltério e a harpa.
Louvai-o com o tamborim e a dança, louvai-o com instrumentos de cordas e com órgãos.
Louvai-o com os címbalos sonoros; louvai-o com címbalos altissonantes.
Tudo quanto tem fôlego louve ao SENHOR. Louvai ao SENHOR.

Encontraremos também, em outros livros da Bíblia, cânticos relevantes e dos quais sempre lembramos, como: "O cântico de Maria" (Lucas 1.46-55), "O Cântico de Zacarias" (Lucas 1.67-79), "O cântico de Simeão" (Lucas 2. 28-32), entre outros. Muitas citações bíblicas fazem alusão ao louvor através da música, então não há dúvida sobre sua importância no culto e claro na igreja.

Qual a finalidade da música na igreja (no culto)?

A música tem (deve ter) finalidade e objetivo específicos no culto e por isso precisamos pensá-la com muito cuidado. Assim a música será empregada na:

Adoração e louvor a Deus. Para isto devem ser entoados “hinos e cânticos espirituais”. Leiamos Efésios 5:19 e Colossenses 3:16;

Edificação, instrução (didática) e encorajamento do povo de Deus. Por isso precisamos escolher cuidadosamente hinos e cânticos que apresentem doutrina bíblia correta (cuidado!);

Testemunho de nossa fé em Cristo e propagação do Evangelho que liberta. Muitos são os casos de pessoas que são atraídas a Cristo através da música e são alcançadas pela graça salvadora de Jesus.

Por isso, precisamos considerar que o canto deve ser feito “com a mente” (I Cor 14:15), digo, com clareza de entendimento. Do contrário, não alcançaremos nosso objetivo de adoração plena em espírito e em verdade (João 4:23).

Precisamos ainda entender que a verdadeira adoração é:

Inteligente (I Coríntios 14:15); Espiritual (João 4:24); Reverente (Salmos 95:6); e Sincera (Colossenses 3:23-24).

O assunto é extenso e dificilmente conseguiríamos esgotá-lo em um espaço pequeno como esse, mas acho que como introdução nos ajudará a entender que a música vem de Deus e que deve voltar para ele através de nossos louvores.

Pensemos mais sobre o assunto? Deixe seu comentário, sua crítica ou sugestão...

No amor de Cristo, o único digno de nosso LOUVOR E ADORAÇÃO, seu servo.

Anderson Ferreira Pinto 
(publicado originalmente no boletim dominical da Igreja Batista em Vila Jaguaribe em 16 de junho de 2013)

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Li esse texto revista Visão Missionária - Ano 90 - Número 2 - Abril a junho de 2012. Achei legal e por isso resolvi compartilhar com meus amigos... Uma forma também de homenagear nossos queridos pastores por seu dia...



Pastor não é pastor por acaso (por Norma Penido)

Pastor não é pastor por acaso, ou em vão
Ele é um escolhido, entre muitos o preferido
Para exercer na terra uma sublime missão...
Pastor não é pastor por opção ou por vontade
Não é por herança, conveniência ou emoção
Nem pela aparência, simpatia ou instrução
É mais que isto! Ser pastor é ser eleito por Cristo
E todo pastor quando por Deus é chamado
Com temor e tremor ele toma o seu cajado
Renunciando sua vida, seus sonhos e ideais
Para levar seu rebanho às mansões celestiais
Ele é o sal da terra e torna o mundo diferente
Através de suas atitudes santas e transparentes
Ele cuida das ovelhas e por elas tem tanto amor
Que as defende bravamente do lobo tentador
Pastor não “vira” pastor, ele passa por uma seleção
Que é realizada no céu e ouvida no seu coração
Porque somente Deus, pela grandeza do seu reino
É capaz de escolher um homem falho e pequeno
E fazer dele um ministro, o mensageiro da salvação
Que honra e dignifica esta tão gloriosa missão...
Pastor não é pastor por acaso! É farol que ilumina
Luz que na escuridão da noite, brilha e ensina
O caminho certo ao que não tem a direção
Ele é desejado, pois ainda no ventre foi separado
Para semear o amor em todos os dias seus
Porque um pastor, não é pastor por acaso
Ele foi gerado, dentro do coração de Deus...

Veja o blog da Norma:
http://normapenido.blogspot.com.br/

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Resenha literária: O Estilo de Liderança de Jesus

Queridos leitores, tive a doce missão de fazer uma resenha sobre o livro "O ESTILO DE LIDERANÇA DE JESUS" do Dr. Michael Youssef, e gostei tanto que resolvi publicar aqui no blog e compartilhar com vocês. Espero que gostem da resenha e que tenham vontade de ler o livro.

No amor de Jesus Cristo, o maior líder que já existiu, seu amigo Anderson F Pinto.

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FABAT – FACULDADE BATISTA DO RIO DE JANEIRO
RESENHA RESUMO DE OBRA LITERÁRIA

Trabalho apresentado como requisito parcial da disciplina Culto Cristão I, sob a orientação da professora Westh Ney Rodrigues Luz.

Rio de janeiro, junho de 2012.

Características

Título do Livro: O ESTILO DE LIDERANÇA DE JESUS – Como desenvolver as qualidades de liderança do bom Pastor
Autor: Michael Youssef
Editora: Betânia
Paginas: 168
Formato: 13,5 x 21

Sobre o Autor

Michael Youssef é fundador e presidente da "Leading The Way with Dr. Michael Youssef" (Conduzindo o caminho com o Dr. Michael Youssef), um ministério mundial que busca mostrar o caminho da luz de Cristo, para as pessoas que vivem na escuridão espiritual, através do uso criativo da mídia e no campo com equipes de ministério. Seus programas de televisão semanais e programas de rádio diários são transmitidos em 20 línguas e visto em mais de 200 países. Ele também é o pastor fundador da Igreja dos Apóstolos em Atlanta, Geórgia.
Dr. Youssef nasceu no Egito, viveu no Líbano e na Austrália antes de ir para os Estados Unidos. Em 1984, ele realizou o sonho de infância de se tornar um cidadão americano. Ele é formado pelo Moore Theological College, em Sydney, Austrália, fez mestrado no Fuller Theological Seminary, na Califórnia. Também em 1984, obteve o título de Ph.D. em antropologia social pela Emory University. Ele é autor de mais de 20 livros, incluindo o mais recente, "A grande mentira". Ele e sua esposa residem em Atlanta e tem quatro filhos e três netos.

Sinopse e Apresentação

“A igreja hoje corre sérios riscos ao olhar para o mundo em busca de modelos de liderança. Modelos onde imperam o abuso de poder e a manipulação.” (Paul G. Hiebert).
Os líderes sejam eles pastores, ministros, educadores religiosos ou até mesmo líderes seculares, podem aprender através de Jesus, a como cuidar melhor do seu rebanho, de seus liderados. Partindo de estudos e exemplos dos evangelhos bíblicos, o autor, trás o maior e melhor modelo de liderança, Jesus Cristo, mostrando características que todo líder que deseja ser bem sucedido, precisa ter, além de mostrar como devem se comportar diante de situações tão comuns, como a solidão, o ego, as pressões, as tentações e também a hora de eleger um novo líder.
O livro é dividido em cinco partes, são elas: Origens da liderança, Qualidades da liderança, Tentações da liderança, Problemas da liderança e O futuro da liderança.

Resumo dos Capítulos I, III e XVIII

Capítulo I – A Necessidade de Confirmação
           
A primeira parte, Origens da Liderança, traz dois capítulos, falarei um pouco sobre o capítulo I, que traz como título “A Necessidade de Confirmação”. Nesse capitulo, o autor destaca a necessidade de confirmação acerca de uma liderança, “muita gente afirma ser isto ou aquilo”, mas “é preciso prová-lo”.
            Usando o exemplo de Jesus, o autor destaca que ele precisou “comprovar sua condição antes que outros o seguissem”. O autor diz que “depois que alguns o reconheceram... passaram a testemunhar e a confirmar sua messianidade.”.
            Para exemplificar essa necessidade de confirmação, levantada pelo autor, ele destaca situações descritas nos evangelhos que testemunham e confirmam a liderança de Jesus Cristo. São ao todo sete testemunhas, que destaco em negrito, vejamos: O Pai, o evangelho de João nos diz “O Pai que me enviou, esse mesmo é que tem dado testemunho de mim” (João 5.37), em Mateus lemos “Este é meu filho amado em quem me comprazo” (Mateus 3.16 e 17). “Cristo não se autoproclamou líder. Sua liderança teve início com a mais importante das testemunhas – mas não foi só isso.”. João Batista cumpre dupla função, a de preceder Jesus Cristo preparando seu caminho e “confirmar ao mundo a identidade de Jesus Cristo”. No evangelho segundo escreveu João, encontramos a seguinte declaração: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (João 1.29). O Próprio Cristo usa a si mesmo como testemunha, no evangelho escrito por João encontramos vários textos que deixam isso claro para nós, “Mas eu tenho maior testemunho do que o de João”. (João 5.36), “Eu e o Pai somos um” (João 10.30), “pois sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo” (João 10. 33). Mais tarde ele disse também que, se as pessoas o tivessem visto, teriam visto o Pai também (João 14.7). O Espírito Santo, os evangelhos escritos a cerca de Jesus dizem que “a presença do Espírito Santo deu a Jesus autoridade para falar e realizar milagres” (Mateus 7.22.29; Marcos 1. 22,27; Lucas 4.36). As Escrituras, “o antigo testamento confirma o ministério de Jesus. Profetas anunciaram sua vinda, seu ministério e morte”. O próprio Jesus disse aos líderes judeus que o contestavam: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim. Contudo não quereis vir a mim para terdes vida”. (João 5.39,40). Milagres, O ministério de Jesus se autoconfirmou através dos milagres que realizou. O Evangelho de João se refere a eles como “sinais”. É importante destacar que embora os tenha realizado, para fins e propósitos específicos, os milagres não conferiam a ele um ar exibicionista, pois em muitas situações recomendava aos “curados” que nada dissessem aos outros. Jesus disse: “Eu não aceito glória que vem dos homens” (João 5.41). E por fim, os Discípulos. Eles “acompanharam Jesus durante todo seu ministério na terra. Viram o que ele fazia, ouviram seus ensinamentos e creram nele”. Pedro, disse: “Tu tens as palavras da vida eterna” (João 6.68).
            Finalizando o capítulo I, ao autor faz uma explanação de como são os líderes atuais e os compara ao estilo de liderança de Jesus. Ele cita: “Nós, líderes de hoje, certamente não lideramos com as mesmas qualificações excepcionais de Jesus Cristo”. Mas ressalva que podemos aprender os seus princípios e aplica-los hoje. Os líderes que se levantam em nossas igrejas precisam ser confirmados, pelos membros, pelo conselho, pelo pastor, mas também precisa ser confirmado pelos de fora, como pelo seminário ou escola onde esse líder deverá ser formado, pelos concílios pastorais e ministeriais e por pessoas que de alguma forma possam endossar essa liderança. “A necessidade de confirmação é um requisito indispensável a qualquer tipo de liderança. Nos negócios, na igreja, em casa, ou em qualquer outro ambiente, as pessoas precisam conquistar o direito de liderar.”.

Capítulo III – O Líder como Pastor

            O capítulo três é iniciado por uma história muito interessante, o autor conta a respeito de um grande executivo, diretor de uma importante instituição bancária e como ele lida com os funcionários no dia a dia. Ele os conhece pelo nome, não apenas pelo nome, mas os conhece como pessoa. Após o almoço, saindo do refeitório dos executivos, ele cumprimenta a recepcionista e pergunta por seu marido, sabendo ele que o marido estava enfermo, no elevador conversa com outros funcionários, também os chamando pelo nome e perguntando por suas famílias. Ele concluí, dizendo que esse líder lembra a figura do “bom pastor”, destacada por Jesus em João: “Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim, assim como o Pai me conhece a mim e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas” (João 10.14-15).
            No decorrer do capitulo, o autor nos conta um nova história, agora com sentido totalmente oposto. Ele estava visitando uma igreja e ao final do culto foi convidado pelo pastor, para junto com ele, estar à porta para despedir os irmãos. O pastor, sorridente, saudava a cada irmão que passava por ele com um cordial “como tem passado?”, porém antes mesmo que alguém tivesse tempo de responder ele já concluía dizendo “Ah, muito bem” já estendendo a mão para o próximo da fila. Logo, passava pelo pastor uma senhora baixinha de fisionomia bastante triste, que respondeu a saudação “padrão” do pastor em voz bem baixinha dizendo que naquela semana seu marido havia passado mal, teria sido levado de ambulância para o hospital e que ainda estava na UTI. Porém o pastor, com a mesma frieza e alegria respondeu: “Sim, é muito bom vê-la aqui esta manhã”. O autor conta que não sabia o que fazer, tentou concertar perguntando aquela senhora qual era o nome do marido e dizendo que estaria orando por ele pelos próximos dias. Ele diz que foi embora com uma impressão muito diferente da que tinha em relação ao banqueiro. Mais uma vez, a importância de que o pastor (líder) conheça suas ovelhas (liderados) é levantada pelo autor.
            “Quando Jesus falou sobre seu relacionamento com suas ovelhas, deu a impressão de saber muito mais do que os seus nomes. Para Jesus, conhecê-las significa amá-las.” O estilo de Jesus é conhecer intimamente suas ovelhas. “Líderes que só se preocupam com estatísticas nem chegam perto do estilo de liderança de Jesus.” “Ele é o Bom Pastor. Amar as ovelhas é o seu estilo.”.
            Como conteúdo prático, destaco duas frases chaves, que por si só resumiriam todo o capítulo três, são: BONS PASTORES CONHECEM SUAS OVELHAS; BONS LÍDERES CONHECEM SEUS SEGUIDORES.

Capítulo XVIII – Transformando Seguidores em Líderes

            A última parte do livro trata do futuro da liderança, no capítulo dezoito o autor nos alerta para a necessidade do líder, formar sucessores competentes e capazes de dar continuidade ao trabalho.
            Jesus, ao fim de seu ministério, preocupou-se em alertar seus discípulos sobre sua breve partida, relembrando seus ensinamentos e dando toques do que haveriam de enfrentar no futuro. Muito do que ele disse, só pôde ser compreendido por seus discípulos após sua partida. Um dos princípios básicos que Jesus nos mostra é que “O LÍDER TREINA OUTROS, QUE SE TORNAM LÍDERES, QUE, POR SUA VEZ, TREINAM OUTROS.”.
Precisamos entender que não viveremos para sempre, por tanto, um bom líder também é aquele que prepara novos líderes, que darão continuidade ao trabalho. E esses, não apenas farão bem como seu mestre ensinou, mas às vezes até superarão seus líderes. Jesus sabia disso e assim trabalhou com seus discípulos; no evangelho segundo escreveu João lemos: “Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim, fará também as obras que eu faço, e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai.” (João 14.12.).
Esse princípio é bíblico, nos lembra o autor, ele cita os exemplos de Josué, que aprendeu com Moisés e quando esse morreu, liderou o povo em seu lugar. Elias foi outro que soube preparar sucessor, quando foi elevado ao céu, Eliseu tornou-se o principal profeta em Israel. Também Paulo, tinha essa preocupação em treinar outros e fazer discípulos; em várias de suas viagens missionárias levava consigo alguns dos convertidos, que dizia, “seriam úteis em seu ministério”, como João Marcos, Timóteo, Priscila e Áquila (Atos 18.2,26) que mais tarde também discipularam Apolo (Atos 18.24-26).
Este é o ponto alto: "ensinar os liderados de modo que, a seu tempo, eles possam também ensinar a outros." Paulo escreveu a Timóteo: “E o que de minha parte ouviste, através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros” (2 Timóteo 2.2). "É assim também que a liderança deveria ser transmitida nos negócios, na igreja e na família.".
Outro ponto bastante relevante do capítulo, são os métodos para a preparação de líderes usados por Jesus, um deles diz respeito ao ensino através do exemplo. O autor nos alerta para o fato de que “Os estudantes absorvem, no mínimo, tanto do caráter e estilo de vida dos seus professores quanto das suas palavras.”, muitos educadores inclusive defendem a ideia de que a pessoa do educador comunica muito mais do que qualquer ensinamento que esse transmita. O autor usa um exemplo que julgo bastante relevante, ele diz: “a verdade é a verdade, independente de quem a diz. Mas a verdade vem vestida com a personalidade do mensageiro.”, o que somos e fazemos, fala muito mais do que nosso discurso. Uma dica prática do autor é: “Lealdade e sinceridade são qualidades básicas para quem deseja ser exemplo para futuros líderes.”.
Por fim, ele conclui o capítulo e consequentemente o livro, enfatizando a necessidade de instruir os outros, fazendo que se tornem líderes e trenem outros que por sua vez também se tornarão líderes, usando mais uma vez o exemplo de Jesus, que multiplicou por doze sua capacidade, treinando discípulos, que mais tarde dariam continuidade ao seu ministério, levando seus ensinamentos e fazendo novos discípulos. E deu certo, afinal, mais de dois mil anos depois cá estamos nós discutindo e aprendendo sobre o estilo brilhante de liderança de Jesus Cristo.

Avaliação Crítica e Recomendação

            Recomendo a leitura desse livro, mais que isso, recomendo que essa obra literária esteja sempre à mão, como “livro de cabeceira”, dada a grande relevância dos ensinamentos de Jesus, tão bem descritos e mostrados pelo Dr. Youssef.
Citação do próprio, ainda nas páginas iniciais: “Se você anda “à procura da excelência”, no que se refere ao desenvolvimento das suas aptidões de liderança, olhe bem de perto para Jesus Cristo, O maior líder que já existiu.”.
Destaco ainda um comentário do Dr. John E. Haggai, na apresentação destra obra, que disse: “Asseguro que, qualquer que estude e aplique os princípios contidos neste livro, desenvolverá e aprimorará qualidades e técnicas do tipo de liderança que honra a Deus e é uma benção para pessoas de qualquer classe social, grau cultural e níveis de Inteligência.”.
Desejo uma boa leitura e que Deus te abençoe!


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Referências Bibliográficas:

YOUSSEF, Michael. O estilo de liderança de Jesus - Como desenvolver as qualidades de liderança do bom Pastor. 1.ed. Venda Nova, MG: Betânia, 1987.

Sobre o autor: “The Christian Post. Christianity in Today's America: Michael Youssef Biography”. Disponível em: <http://blogs.christianpost.com/christianity/author/michael-youssef/profile.htm>. Acesso em: 04 junho, 2012.