quarta-feira, 6 de junho de 2012

Resenha literária: O Estilo de Liderança de Jesus

Queridos leitores, tive a doce missão de fazer uma resenha sobre o livro "O ESTILO DE LIDERANÇA DE JESUS" do Dr. Michael Youssef, e gostei tanto que resolvi publicar aqui no blog e compartilhar com vocês. Espero que gostem da resenha e que tenham vontade de ler o livro.

No amor de Jesus Cristo, o maior líder que já existiu, seu amigo Anderson F Pinto.

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FABAT – FACULDADE BATISTA DO RIO DE JANEIRO
RESENHA RESUMO DE OBRA LITERÁRIA

Trabalho apresentado como requisito parcial da disciplina Culto Cristão I, sob a orientação da professora Westh Ney Rodrigues Luz.

Rio de janeiro, junho de 2012.

Características

Título do Livro: O ESTILO DE LIDERANÇA DE JESUS – Como desenvolver as qualidades de liderança do bom Pastor
Autor: Michael Youssef
Editora: Betânia
Paginas: 168
Formato: 13,5 x 21

Sobre o Autor

Michael Youssef é fundador e presidente da "Leading The Way with Dr. Michael Youssef" (Conduzindo o caminho com o Dr. Michael Youssef), um ministério mundial que busca mostrar o caminho da luz de Cristo, para as pessoas que vivem na escuridão espiritual, através do uso criativo da mídia e no campo com equipes de ministério. Seus programas de televisão semanais e programas de rádio diários são transmitidos em 20 línguas e visto em mais de 200 países. Ele também é o pastor fundador da Igreja dos Apóstolos em Atlanta, Geórgia.
Dr. Youssef nasceu no Egito, viveu no Líbano e na Austrália antes de ir para os Estados Unidos. Em 1984, ele realizou o sonho de infância de se tornar um cidadão americano. Ele é formado pelo Moore Theological College, em Sydney, Austrália, fez mestrado no Fuller Theological Seminary, na Califórnia. Também em 1984, obteve o título de Ph.D. em antropologia social pela Emory University. Ele é autor de mais de 20 livros, incluindo o mais recente, "A grande mentira". Ele e sua esposa residem em Atlanta e tem quatro filhos e três netos.

Sinopse e Apresentação

“A igreja hoje corre sérios riscos ao olhar para o mundo em busca de modelos de liderança. Modelos onde imperam o abuso de poder e a manipulação.” (Paul G. Hiebert).
Os líderes sejam eles pastores, ministros, educadores religiosos ou até mesmo líderes seculares, podem aprender através de Jesus, a como cuidar melhor do seu rebanho, de seus liderados. Partindo de estudos e exemplos dos evangelhos bíblicos, o autor, trás o maior e melhor modelo de liderança, Jesus Cristo, mostrando características que todo líder que deseja ser bem sucedido, precisa ter, além de mostrar como devem se comportar diante de situações tão comuns, como a solidão, o ego, as pressões, as tentações e também a hora de eleger um novo líder.
O livro é dividido em cinco partes, são elas: Origens da liderança, Qualidades da liderança, Tentações da liderança, Problemas da liderança e O futuro da liderança.

Resumo dos Capítulos I, III e XVIII

Capítulo I – A Necessidade de Confirmação
           
A primeira parte, Origens da Liderança, traz dois capítulos, falarei um pouco sobre o capítulo I, que traz como título “A Necessidade de Confirmação”. Nesse capitulo, o autor destaca a necessidade de confirmação acerca de uma liderança, “muita gente afirma ser isto ou aquilo”, mas “é preciso prová-lo”.
            Usando o exemplo de Jesus, o autor destaca que ele precisou “comprovar sua condição antes que outros o seguissem”. O autor diz que “depois que alguns o reconheceram... passaram a testemunhar e a confirmar sua messianidade.”.
            Para exemplificar essa necessidade de confirmação, levantada pelo autor, ele destaca situações descritas nos evangelhos que testemunham e confirmam a liderança de Jesus Cristo. São ao todo sete testemunhas, que destaco em negrito, vejamos: O Pai, o evangelho de João nos diz “O Pai que me enviou, esse mesmo é que tem dado testemunho de mim” (João 5.37), em Mateus lemos “Este é meu filho amado em quem me comprazo” (Mateus 3.16 e 17). “Cristo não se autoproclamou líder. Sua liderança teve início com a mais importante das testemunhas – mas não foi só isso.”. João Batista cumpre dupla função, a de preceder Jesus Cristo preparando seu caminho e “confirmar ao mundo a identidade de Jesus Cristo”. No evangelho segundo escreveu João, encontramos a seguinte declaração: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (João 1.29). O Próprio Cristo usa a si mesmo como testemunha, no evangelho escrito por João encontramos vários textos que deixam isso claro para nós, “Mas eu tenho maior testemunho do que o de João”. (João 5.36), “Eu e o Pai somos um” (João 10.30), “pois sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo” (João 10. 33). Mais tarde ele disse também que, se as pessoas o tivessem visto, teriam visto o Pai também (João 14.7). O Espírito Santo, os evangelhos escritos a cerca de Jesus dizem que “a presença do Espírito Santo deu a Jesus autoridade para falar e realizar milagres” (Mateus 7.22.29; Marcos 1. 22,27; Lucas 4.36). As Escrituras, “o antigo testamento confirma o ministério de Jesus. Profetas anunciaram sua vinda, seu ministério e morte”. O próprio Jesus disse aos líderes judeus que o contestavam: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim. Contudo não quereis vir a mim para terdes vida”. (João 5.39,40). Milagres, O ministério de Jesus se autoconfirmou através dos milagres que realizou. O Evangelho de João se refere a eles como “sinais”. É importante destacar que embora os tenha realizado, para fins e propósitos específicos, os milagres não conferiam a ele um ar exibicionista, pois em muitas situações recomendava aos “curados” que nada dissessem aos outros. Jesus disse: “Eu não aceito glória que vem dos homens” (João 5.41). E por fim, os Discípulos. Eles “acompanharam Jesus durante todo seu ministério na terra. Viram o que ele fazia, ouviram seus ensinamentos e creram nele”. Pedro, disse: “Tu tens as palavras da vida eterna” (João 6.68).
            Finalizando o capítulo I, ao autor faz uma explanação de como são os líderes atuais e os compara ao estilo de liderança de Jesus. Ele cita: “Nós, líderes de hoje, certamente não lideramos com as mesmas qualificações excepcionais de Jesus Cristo”. Mas ressalva que podemos aprender os seus princípios e aplica-los hoje. Os líderes que se levantam em nossas igrejas precisam ser confirmados, pelos membros, pelo conselho, pelo pastor, mas também precisa ser confirmado pelos de fora, como pelo seminário ou escola onde esse líder deverá ser formado, pelos concílios pastorais e ministeriais e por pessoas que de alguma forma possam endossar essa liderança. “A necessidade de confirmação é um requisito indispensável a qualquer tipo de liderança. Nos negócios, na igreja, em casa, ou em qualquer outro ambiente, as pessoas precisam conquistar o direito de liderar.”.

Capítulo III – O Líder como Pastor

            O capítulo três é iniciado por uma história muito interessante, o autor conta a respeito de um grande executivo, diretor de uma importante instituição bancária e como ele lida com os funcionários no dia a dia. Ele os conhece pelo nome, não apenas pelo nome, mas os conhece como pessoa. Após o almoço, saindo do refeitório dos executivos, ele cumprimenta a recepcionista e pergunta por seu marido, sabendo ele que o marido estava enfermo, no elevador conversa com outros funcionários, também os chamando pelo nome e perguntando por suas famílias. Ele concluí, dizendo que esse líder lembra a figura do “bom pastor”, destacada por Jesus em João: “Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim, assim como o Pai me conhece a mim e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas” (João 10.14-15).
            No decorrer do capitulo, o autor nos conta um nova história, agora com sentido totalmente oposto. Ele estava visitando uma igreja e ao final do culto foi convidado pelo pastor, para junto com ele, estar à porta para despedir os irmãos. O pastor, sorridente, saudava a cada irmão que passava por ele com um cordial “como tem passado?”, porém antes mesmo que alguém tivesse tempo de responder ele já concluía dizendo “Ah, muito bem” já estendendo a mão para o próximo da fila. Logo, passava pelo pastor uma senhora baixinha de fisionomia bastante triste, que respondeu a saudação “padrão” do pastor em voz bem baixinha dizendo que naquela semana seu marido havia passado mal, teria sido levado de ambulância para o hospital e que ainda estava na UTI. Porém o pastor, com a mesma frieza e alegria respondeu: “Sim, é muito bom vê-la aqui esta manhã”. O autor conta que não sabia o que fazer, tentou concertar perguntando aquela senhora qual era o nome do marido e dizendo que estaria orando por ele pelos próximos dias. Ele diz que foi embora com uma impressão muito diferente da que tinha em relação ao banqueiro. Mais uma vez, a importância de que o pastor (líder) conheça suas ovelhas (liderados) é levantada pelo autor.
            “Quando Jesus falou sobre seu relacionamento com suas ovelhas, deu a impressão de saber muito mais do que os seus nomes. Para Jesus, conhecê-las significa amá-las.” O estilo de Jesus é conhecer intimamente suas ovelhas. “Líderes que só se preocupam com estatísticas nem chegam perto do estilo de liderança de Jesus.” “Ele é o Bom Pastor. Amar as ovelhas é o seu estilo.”.
            Como conteúdo prático, destaco duas frases chaves, que por si só resumiriam todo o capítulo três, são: BONS PASTORES CONHECEM SUAS OVELHAS; BONS LÍDERES CONHECEM SEUS SEGUIDORES.

Capítulo XVIII – Transformando Seguidores em Líderes

            A última parte do livro trata do futuro da liderança, no capítulo dezoito o autor nos alerta para a necessidade do líder, formar sucessores competentes e capazes de dar continuidade ao trabalho.
            Jesus, ao fim de seu ministério, preocupou-se em alertar seus discípulos sobre sua breve partida, relembrando seus ensinamentos e dando toques do que haveriam de enfrentar no futuro. Muito do que ele disse, só pôde ser compreendido por seus discípulos após sua partida. Um dos princípios básicos que Jesus nos mostra é que “O LÍDER TREINA OUTROS, QUE SE TORNAM LÍDERES, QUE, POR SUA VEZ, TREINAM OUTROS.”.
Precisamos entender que não viveremos para sempre, por tanto, um bom líder também é aquele que prepara novos líderes, que darão continuidade ao trabalho. E esses, não apenas farão bem como seu mestre ensinou, mas às vezes até superarão seus líderes. Jesus sabia disso e assim trabalhou com seus discípulos; no evangelho segundo escreveu João lemos: “Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim, fará também as obras que eu faço, e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai.” (João 14.12.).
Esse princípio é bíblico, nos lembra o autor, ele cita os exemplos de Josué, que aprendeu com Moisés e quando esse morreu, liderou o povo em seu lugar. Elias foi outro que soube preparar sucessor, quando foi elevado ao céu, Eliseu tornou-se o principal profeta em Israel. Também Paulo, tinha essa preocupação em treinar outros e fazer discípulos; em várias de suas viagens missionárias levava consigo alguns dos convertidos, que dizia, “seriam úteis em seu ministério”, como João Marcos, Timóteo, Priscila e Áquila (Atos 18.2,26) que mais tarde também discipularam Apolo (Atos 18.24-26).
Este é o ponto alto: "ensinar os liderados de modo que, a seu tempo, eles possam também ensinar a outros." Paulo escreveu a Timóteo: “E o que de minha parte ouviste, através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros” (2 Timóteo 2.2). "É assim também que a liderança deveria ser transmitida nos negócios, na igreja e na família.".
Outro ponto bastante relevante do capítulo, são os métodos para a preparação de líderes usados por Jesus, um deles diz respeito ao ensino através do exemplo. O autor nos alerta para o fato de que “Os estudantes absorvem, no mínimo, tanto do caráter e estilo de vida dos seus professores quanto das suas palavras.”, muitos educadores inclusive defendem a ideia de que a pessoa do educador comunica muito mais do que qualquer ensinamento que esse transmita. O autor usa um exemplo que julgo bastante relevante, ele diz: “a verdade é a verdade, independente de quem a diz. Mas a verdade vem vestida com a personalidade do mensageiro.”, o que somos e fazemos, fala muito mais do que nosso discurso. Uma dica prática do autor é: “Lealdade e sinceridade são qualidades básicas para quem deseja ser exemplo para futuros líderes.”.
Por fim, ele conclui o capítulo e consequentemente o livro, enfatizando a necessidade de instruir os outros, fazendo que se tornem líderes e trenem outros que por sua vez também se tornarão líderes, usando mais uma vez o exemplo de Jesus, que multiplicou por doze sua capacidade, treinando discípulos, que mais tarde dariam continuidade ao seu ministério, levando seus ensinamentos e fazendo novos discípulos. E deu certo, afinal, mais de dois mil anos depois cá estamos nós discutindo e aprendendo sobre o estilo brilhante de liderança de Jesus Cristo.

Avaliação Crítica e Recomendação

            Recomendo a leitura desse livro, mais que isso, recomendo que essa obra literária esteja sempre à mão, como “livro de cabeceira”, dada a grande relevância dos ensinamentos de Jesus, tão bem descritos e mostrados pelo Dr. Youssef.
Citação do próprio, ainda nas páginas iniciais: “Se você anda “à procura da excelência”, no que se refere ao desenvolvimento das suas aptidões de liderança, olhe bem de perto para Jesus Cristo, O maior líder que já existiu.”.
Destaco ainda um comentário do Dr. John E. Haggai, na apresentação destra obra, que disse: “Asseguro que, qualquer que estude e aplique os princípios contidos neste livro, desenvolverá e aprimorará qualidades e técnicas do tipo de liderança que honra a Deus e é uma benção para pessoas de qualquer classe social, grau cultural e níveis de Inteligência.”.
Desejo uma boa leitura e que Deus te abençoe!


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Referências Bibliográficas:

YOUSSEF, Michael. O estilo de liderança de Jesus - Como desenvolver as qualidades de liderança do bom Pastor. 1.ed. Venda Nova, MG: Betânia, 1987.

Sobre o autor: “The Christian Post. Christianity in Today's America: Michael Youssef Biography”. Disponível em: <http://blogs.christianpost.com/christianity/author/michael-youssef/profile.htm>. Acesso em: 04 junho, 2012.

2 comentários:

  1. “O Estilo de liderança”
    Cap. 1.
    Concordo, meu comentário é que além do líder precisar ser aprovado nas instâncias diversas citadas, quando alguém se coloca como líder, sendo de fato ou não, ele será líder para o bem ou para o mal. O líder de fato, principalmente na igreja, tem a obrigação de valorizar ao máximo sua participação para o bem, quando faz no sentido oposto, alguns mais experientes se retraem, mas os incautos são deformados. Conclusão: todo aquele que se coloca diante de um grupo, seja bom ou ruim, líder na essência da palavra ou não, influenciará muito.
    Cap. 2.
    Irretocável.
    Cap.3.
    Muito bom, mas queria dar maior foco quando diz do exemplo. Parece que vivemos a era do saber, do treinamento, e isso nos ensinam que devemos transmitir tudo que sabemos, inclusive para “formação de lideres”, como se fosse possível formatar pessoas. Os lideres na igreja são levantados pelo Espírito Santo, é exclusividade de Deus, e esses quando entendem e cumprem com lealdade serão modelos e inspiração para novatos, assim se aperfeiçoa a obra de Deus em nós. Procurai com zelo os melhores dons. Não fabricamos lideres, eles se descobrem durante o trabalho quase que imperceptível.
    Curiosamente Jesus trabalhou com doze, mas é inegável que apenas Pedro e João tenham despontado. É provável que os outros tenham feito bom trabalho, mas não se compara com os dois, tanto é que foi preciso Jesus buscar a Paulo e esse disse: sede meus imitadores, como sou de Cristo. O líder precisará imitar alguém. Quem tem sido nosso modelo?
    Um bom líder na igreja não depende de grande capacidade, mas precisará ser um servo dedicado e leal. A dedicação será o terreno ideal para crescer um grande líder. Aliás, Jesus nunca alimentou a possibilidade de alguém entre os discípulos ser líder, pelo contrário, queria que fossem dedicados totalmente e servos. Liderança na igreja é estabelecida por Deus, e muitas vezes contra nosso gosto, mas somos servos e liderar é servir.
    Abs.
    Edson Cavalcante.

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